Categoria: Europa

  • Visita a Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau

    Visita a Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau

    Auschwitz foi um campo de concentração da Alemanha Nazi. É assim que muitos polacos relembram àqueles que visitam, não deixando esquecer aquele que foi um dos capítulos mais negros da História mundial.

    Estima-se que um total de 1,3 milhões de pessoas tenha morrido nos campos que faziam parte do complexo de KL Auschwitz na Polónia.

    Entrada de Auschwitz II - Birkenau
    Entrada de Auschwitz II-Birkenau numa altura que se assinalam os 80 anos da libertação

    Nazismo e início da II Guerra Mundial

    A tomada de poder do partido Nazista (NSDAP) na Alemanha em 1933, por Adolf Hitler marcou o início de um dos períodos mais negros da História Mundial.

    A doutrina defendida pelo nazismo, que é uma forma de fascismo, não acredita num sistema democrático. O nacionalismo extremista foi fortemente influenciado pela derrota da Alemanha no final da I Guerra Mundial. Este tinha como objetivo fazer frente a outras ideologias políticas.

    O nazismo defendia uma segregação racial, sendo que alemães (denominados raça ariana) seriam os superiores, promovendo a união entre si e excluindo os outros povos estrangeiros.

    A ideologia assente numa doutrina de expulsão de seres considerados inferiores pelos Nazis. Este movimento, levou a que muitos fossem perseguidos, não apenas na Alemanha mas nos países e regiões sucessivamente anexadas.

    Ciganos, homossexuais, judeus e até alguns presos de vários países europeus como Hungria, Roménia e até Polónia, foram enviados para campos de concentração. Aqui eram sujeitos a trabalhos forçados sob condições desumanas. Muitos acabariam por perecer ou em ato de desespero, procurar o suicídio.

    A invasão da Polónia pela Alemanha a 1 de setembro de 1939 é considerada o ponto inicial da II Guerra Mundial. Esta guerra opôs vários países e nações do lado dos Aliados ( União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido, China, entre outros) contra os países do Eixo (Japão, Alemanha e Itália até 1943).

    Porquê Auschwitz?

    A localização geográfica desta pequena cidade, no meio de países anexados aliado à rede de comboios já existente na zona, tornou Oświęcim no local ideal para concretizar os planos Nazi.

    Auschwitz II-Birkenau

    Este campo de concentração surgiu depois do primeiro, Auschwitz I que falo mais à frente e surgiu para albergar várias categorias de prisioneiros e funcionar como campo de extermínio.

    De acordo com o confirmado no julgamento de Nurenberga, Himmler deu ordens para este funcionar para a “solução final do problema judeu”, a exterminação de judeus como povo.

    Ainda é possível ainda visitar alguns barracões onde é notória a ausência de qualquer conforto e onde não é difícil imaginar a dureza do dia a dia. Muitos foram destruídos, devido em parte à tentativa falhada de nazis eliminar provas dos seus crimes (incluindo de um armazém de pertences pessoais dos prisioneiros). É possível pelas inúmeras placas e inscrições ter ideia onde e em que circunstâncias ocorreram algumas das situações durante este período negro.

    Um dos locais destruídos mas onde outrora existiu um barracão de madeira onde 200 crianças se mantiveram prisioneiras e sujeitas às experiências de Mengele

    De entre todos, o que mais me marcou foram locais onde mulheres e crianças eram sujeitas a várias experiências médicas, culminando no seu sofrimento e morte.

    Auschwitz I

    Aqui é onde se encontra a famosa (e irónica!) inscrição Arbeit Macht Frei – que significa o trabalho liberta. É aqui onde se encontra o museu do Holocausto, onde se inclui vários pertences dos prisioneiros e fotografias que ajudam a entender um pouco melhor do que aqui se passou.

    Um facto curioso, é o “B” na inscrição estar invertido. Este é visto como um símbolo de resistência . Mesmo com todas as adversidades e dureza do dia a dia, os “prisioneiros” tiveram a audácia de desafiar com este detalhe que passou despercebido durante vários anos.

    A inscrição arbeit macht frei – de notar o “B” invertido.

    Em Auschwitz I é o campo principal do complexo de Auschwitz e foi o primeiro a ser fundado na cidade de Oświęcim. A construção começou em 1940 e os primeiros prisioneiros vieram de Sachsenhausen, na Alemanha, seguindo-se prisioneiros políticos polacos que vieram de Lodz e estavam no campo de concentração de Dachau e de Tarnów.

    Os blocos 10 e 11, assim como a parede entre os mesmos, acabam por ser os locais de destaque deste local.

    Num desses locos, o bloco 10 era onde eram feitas várias experiências médicas muitas sob a supervisão de Dr. Josef Mengele, conhecido por “Anjo da Morte”. Muitas dessas experiências consistiam em esterilizações forçadas e experiencias de hipotermia em adultos, estendendo-se o terror a anões, bebés e gémeos.

    O bloco 11 era conhecido como a prisão dentro da prisão. Aqui num género de bunker, haviam celas destinadas a punições mais severas. Apesar das adversidades, neste local era onde as punições eram ainda piores. Além das celas “normais”, existiam algumas “celas especiais” tais como as celas escuras ou celas em pé, com cerca de 1 metro de largura e muito pouca ventilação.

    Entre os blocos 10 e 11 encontra-se aquele que é conhecido como o “Muro da Morte” uma reconstrução pós-guerra do muro de outrora onde muitos judeus foram executados.

    No bloco 11 foi ainda onde foi feita a primeira experiência com uma câmara de gás improvisada, onde foram mortos 600 prisioneiros soviéticos e 150 polacos com o pesticida Zyklon B. Este acabou por ser o composto amplamente usado nas restantes câmaras de gás, um pesticida à base de cianeto e altamente letal.

    Outros blocos de interesse a visitar:

    • Bloco 4 – onde é possível ver as fotografias de vários prisioneiros e os cabelos, muitos deles usados como fio para tecido de camisolas, impressionante no mínimo!
    • Bloco 5 – pertences pessoais dos prisioneiros, muitos deles imediatamente confiscados à chegada dos mesmos;
    • Blocos 6 e 7 – retratam as condições dos prisioneiros e a vida diária;
    • Bloco 16 e 17 – exposição Hungria
    • Bloco 21 – exposição França
    • Bloco 27 – situações especiais

    Em muitos destes locais não é permitido fotografar, como sinal de respeito àqueles que aqui perderam a vida. No entanto, não deixa de ser brutal a imagem que fica, sobretudo dos cabelos e das celas “especiais”.

    Em cada um destes blocos, além de reconstruções históricas existem também várias fotografias, não só dos prisioneiros (numa fase inicial eram fotografados) mas algumas que demonstram as atrocidades. Infográficos, números e mapas ajudam também a ter uma ideia da dimensão daquilo que foi a realidade.

    Crematorium reconstruído em Auschwitz I

    Outras das imagens mais marcantes são da câmara de gás e crematório, como o de cima em Auschwitz I. No seu interior, duas

    Como chegar? Como visitar?

    Visitei estes locais aquando da estadia em Cracóvia, já que Oświęcim dista menos de 70km da cidade.O total de tempo de viagem acaba por ser cerca de 3 horas.

    A marcação da visita, incluía o transfer desde um ponto de Cracóvia até ao local e o transporte entre Auschwitz e Auschwitz II-Brikenau. No entanto, há possibilidade de chegarem de comboio e autocarro.

    Para mais info sobre a rede de transportes publicos recomendo a app Jakdojade (aqui tirava os bilhetes de autocarro e funciona muito bem na cidade).

    A visita, marcamos já muito em cima e com pena não tinhamos guia já disponível. Ainda assim independentemente daquilo que prefiram, aconselho a marcarem com bastante antecedência no site oficial –visit.auschwitz.org para evitarem filas.

    A duração de visita pode variar dependendo da hora marcada, no entanto, acho que será mais enriquecedora com o guia a acompanhar.

    No meu caso marquei através do Get Your Guide* com a SuperCracow e correu tudo bem (neste caso não conseguimos ter guia durante toda a visita e foi necessário sair de madrugada, para garantir bilhetes do dia).

  • Palma de Maiorca: férias com praia e cultura!

    Palma de Maiorca: férias com praia e cultura!

    Palma de Maiorca, é a capital daquela que é a maior ilha das Baleares (Espanha). Maiorca é sobretudo conhecida pelas suas praias de água cristalina a perder de vista, por entre Calas que se enchem todos os anos no verão.

    Mas além das praias, a ilha tem muito mais para oferecer, sobretudo àqueles que preferem descobrir mais sobre a parte histórica e cultural.

    Centro Histórico de Palma de Maiorca

    Catedral de Palma de Maiorca (La Seu)

    Um dos pontos a não perder para quem estiver de visita a Palma de Maiorca. Construída no Sec XIII, esta foi ampliada e restauradas ao longo dos anos. uma das característica amais populares são as enormes rosáceas.

    Saiba que…
    Mesmo antes de aterrar no aeroporto, é possível ver logo esta imponente catedral dependendo onde se senta no avião.

    Em 1903 Gaudí esteve envolvido na restauração da catedral de Palma de Maiorca, no entanto quem adorar a arte de Gaudí poderá sair com as expectativas defraudadas. Apesar de bela, nada tem a ver com a Sagrada Família de Barcelona. Para entrar o melhor será comprar o ingresso de antemão e evitar filas (link afiliado).

    Catedral La Seu do lado esquerdo e Palacio Reial de L’almudenia do lado direito

    Além da catedral, propriamente dita, a zona envolvente tem alguns pontos que acabam por ser interessantes, como o S’Hort del Rei ou o Palau Reial de l’Almudaina. Da própria Plaça de La Seu observamos o mar e o Parc de la Mar mesmo em frente.

    Parc de la Mar
    Museu Diocesà
    Museu Diocesà

    Contudo, além da catedral, mesma praça são muitos os pontos que merecem a paragem para admirar a beleza das construções e saber mais da história da cidade. Ali logo ao lado tem o Palau Reial de l’Almudaina, Parc de la Mar, Museu Diocesà e os Banys Àrabs (banhos Árabes).

    Um dos pontos mais próximos ainda à catedral é o Palau Reial de l’Almudaina. Construído em 1309, este foi residência dos Governantes Árabes e mais tarde residência dos reis espanhóis. É visível um anjo no cimo do palácio, mais concretamente o Arcanjo Gabriel patrono da cidade. É por isso também conhecida a torre, como La Torre del Angel.

    Arc de la Drassana Reial

    Continuando o itinerário junto ao Palácio em direção à Plaça de la Reina, encontra-se logo o S’Hort del Rei – o local perfeito para uma pausa sob a frescura verdejante enquanto se ouve a água das fontes circundantes.

    Centro da Cidade de Palma de Maiorca
    Plaça de la Reina

    Llotja de Palma

    A zona próxima da catedral, tem vários edificios que merecem a atenção. O Consulat del Mar/Governo de les Illes Baleares e a Llotja de Palma são alguns deles.

    Govern des illes Balears
    O jardim que divide o Consulate Del Mar de LLotja del Palma

    A Llotja de Palma foi construída entre 1426-1447 para ser a sede do Col.legi de la Mercaderia (Colegio dos Mercadores). Naquela época, Maiorca era um importante enclave económico e ponto comercial no mar Mediterrâneo. Este continua a ser um dos edificios mais importantes da ilha e também mais bonitos, enquadrando o seu estica no gótico civil maiorquino. Infelizmente por estar em obras não foi possível visitar o interior.

    Llotja de Palma de outra perspetiva

    Carrer de Colom

    Uma das principais ruas de Palma de Maiorca, une o Ajuntament de Palma (Camara Municipal) à Plaça del Marquès del Palmer muito próximo da Plaça Major. É aqui que se encontram as contemporâneas lojas fast fashion com as mais tradicionais.

    Um dos edifícios mais emblemáticos desta rua é o Edificio Can Forteza Rey. Este foi idealizado por José Forteza Rey Aguiló, joalheiro maiorquino, é um dos que mais se destaca, por fazer lembrar o estilo modernisto de Gaudí.

    Praias

    A ilha no geral, tem das praias mais bonitas: com água transparente e cristalina de um azul turquesa de tirar o fôlego. Ainda que as mais famosas “Calas” não sejam nesta zona, vale ainda a visita.

    Não esquecer, que as medusas são uma constante e que conseguem passar facilmente despercebidas.

    Palmanova

    Magaluf

    Uma praia de 1km de areias brancas e água cristalina com a Illa Sa Porrassa à vista, torna-a uma praia muito concorrida.

    Pode não ser a praia mais idílica da ilha, mas a proximidade dos hotéis torna-a muito popular sobretudo entre famílias.

    Infelizmente devido à sua popularidade nos meses altos, é frequente os relatos de como a praia fica suja.

    Praia de

    Mercados

    Mercat Municipal de Santa Catalina

    O Mercat de Santa Catalina é um dos mercados que encontram na cidade – peixe e frutas frescos, queijos e flores incríveis (incluindo peónias!) tem de tudo um pouco este mercado.

    Um pouco por toda a ilha, existem feiras e mercados para todos os curiosos ou que apenas procurem produtos mais frescos do dia.

    Entretenimento

    Parques temáticos

    Muitos são os parques para entreter desde os mais pequenos aos mais graúdos. Segue a lista de alguns mais famosos:

    • Katmandu Park
    • Pirates Adventure Dinner Show
    • Western Water Park

    Vida Noturna

    Os principais clubes de vida noturna, iniciam a sua atividade, apenas em Maio, quando começa também a época alta na ilha. Alguns dos locais mais famosos para um copo ou dançar são:

    • BCM Planet Dance
    • Coco Bongo

    Estadias: onde ficar?

    A minha estadia foi num dos Globales, neste caso Globales Mimosas com tudo incluído. Este hotel fica perto da praia de Palmanova, sendo por isso mesmo, a que mais frequentei. Tem também paragens de autocarros muito perto, com ligação ao centro da cidade. O hotel tem todas as comodidades, sendo sobretudo frequentado por ingleses e com alguma animação noturna.

    Veja abaixo várias opções de estadia para Palma de Maiorca (link afiliado)

    Gastronomia

    Como o regime do hotel foi de tudo incluído, não fiz nenhuma das refeições fora de lá. Ainda assim não foi possível resistir a trazer umas Ensaïmadas – um doce típico desta zona e absolutamente delicioso (experimentem os de Gila).

    Além destas, existem outros pratos típicos: Greixonera de Peix, flaó, Frito Mallorquin.

    Como chegar? Transportes?

    Marcamos esta viagem por via de uma agência, a Welcome Viagens. A agência tratou de tudo, bilhetes de avião, estadia e transfers. Os voos foram marcados pela Ryan air e por lá os poucos transportes que apanhamos foi apenas autocarro e tudo correu bem.

    Em suma, para explorar a ilha e outros locais, incluindo outras praias, definitivamente o melhor será alugar carro – há várias opções no localrent (link afiliado). Sem dúvida que na próxima vez que voltar, terá de ser com mais tempo e com carro para ver mais do que a ilha tem para oferecer.

    Abaixo podem consultar o mapa com todos os locais mencionados, para que possam desfrutar da cidade.

  • Barcelona roteiro de 3 dias

    Barcelona roteiro de 3 dias

    Barcelona é o destino perfeito para uma escapadinha, sobretudo para quem mora em Portugal com Espanha aqui já mesmo ao lado. Aquela que é a capital da Catalunha promete não desiludir, sobretudo para quem gosta de arte e ruas cheias de História não dispensando umas boas tapas. Preparei um roteiro com aquilo que visitei em 3 dias e que poderão também fazer!

    Dia 1

    Arc de Triomf

    Acabados de aterrar e deixar as coisas no alojamento, seguimos para a zona do Arc de Triomf. A intenção seria visitar o que a cidade tem para oferecer ali perto, incluindo este magnifico e imponente monumento.

    Executado por Josep Vilaseca i Casanovas como a entrada principal para a Exposição Universal de 1888, que iria decorrer não muito longe dali no Parc de la Ciutadella. Ao contrário de outros arcos do triunfo presentes um pouco em toda a Europa com um propósito militar, este simboliza o progresso artístico, científico e económico. 

    A sua estrutura avermelhada torna este monumento único, servindo de cenários de fotos e também de artistas de rua que por ali costumam parar para mostrar a arte àqueles que passam.

    Parc de la Ciutadella

    Cascata monumental com várias esculturas de diversos escultores da figuras mitológicas como o nascimento de Vénus, a quadriga da Aurora; Neptuno e Leda

    Uns metros abaixo fica o Parc de la Ciutadella, outro dos pontos a não perder na cidade. Aqui, é possível encontrar alguns pontos que merecem a visita como a Cascata Monumental, o Castell dels Tres Dragons ou o Arsenal da Cidadela (atual edifício do Parlament de Catalunya).

    Castell dels Tres Dragons (antigo museu de Zoologia)
    Parc de la Ciutadella - lago

    Saiba que…

    • o parque está situado num local em que o rei Filipe VI ordenou erguer uma cidade militar (ciudadela) para controlar a cidade em 1715, tendo esta a forma de estrela;
    • para a construção da cidade foi necessário derrubar 1200 casas do bairro de Ribera que apenas anos mais trade terá sido transferido para Barceloneta. Na época cerca de 4500 pessoas ficaram desalojadas e sem qualquer tipo de apoio;
    • Antoni Gaudí contribuiu para a execução da Cascata Monumental, colaborando assim com Fontserè;
    • este é um dos parques mais extenso de Barcelona, incluindo o Zoo de Barcelona no seu recinto;

    Catedral de Barcelona

    Continuando pelas ruas de Barcelona, um outro ponto a não perder é a Catedral de Barcelona. Construída séculos XIII a XV sobre a antiga catedral românica, este edifício de estilo gótico (fachada neogótica) não passa indiferente a quem por lá passa, seja qual for a religião.

    La Barceloneta

    O primeiro dia terminou com uma visita rápida à praia de Barceloneta. Por aqui os restaurantes e locais de diversão noturna multiplicam-se ao logo do passadiço. Ao final do dia é frequente ver ainda bastantes pessoas a desfrutar de um jogo de voleibol de praia, futevólei ou apenas a passear como eu fiz.

    Playa Barceloneta

    Dia 2

    Sagrada Família (Temple Expiatori de la Sagrada Família)

    Basílica Sagrada Família

    O segundo dia foi um dia cheio de surpresas e pontos altos, que começou logo com a Sagrada Família. Saindo do metro é impossível ficar indiferente à imponência deste edifico que tem data de conclusão prevista para breve.

    Poderia falar muito da arquitetura deste edifício (mas certamente deixarei para um proximo post), ainda que não tenha entrado, este é absolutamente maravilhoso de qualquer ângulo não sendo de admirar que tantos o queiram ver de perto. Esta foi a última obra de Gaudí tendo começado em 1882 e prevê-se que até 2026 possa ficar concluída, ano do centenário de Gaudí.

    Constituída por 3 fachadas, Natividade praticamente concluída com Gaudí ainda vivo, Paixão, iniciada em 1952 e da Glória, ainda por concluir. A fachada da Natividade e a cripta fazem parte do Património Mundial da UNESCO, com o título de obras de Antoni Gaudí.

    Dica para tirarem fotos sem muita gente na paisagem, procurem por Plaça de Gaudí

    Passeig de Gràcia (La Pedrera & Casa Batlló)

    Esta é uma das avenidas a não perder – quer pela arquitetura e casas de autoria de Gaudí quer pelas lojas de luxo (e não só!) que por ali se multiplicam.

    La Pedrera (Casa Mila) uma das mais famosas obras de Gaudí

    A Casa Mila, também conhecida por La Pedrera é um dos edifícios de autoria de Gaudí que é possível admirar neste ponto da cidade. De momento funciona como um centro cultural de referencia da cidade de Barcelona.

    Saiba que…

    • esta casa foi “pedida”por Pere Milà e Roser Segimon, no entanto tiveram de a hipotecar para pagar a Gaudí;
    • esta casa esteve ilegal, devido às várias alterações ao projeto inicial feitas por Gaudí;
    • declarada como património Mundial da UNESCO em 1984, após anos de abandono foi restaurada e aberta ao público em 1996;

    A casa Battló, situa-se a poucos metros de distancia da Casa Mila, sendo outra das grandes obras de Gaudí. Esta é talvez dos meus edifícios favoritos da cidade e em muito se deve às suas cores. Ao lado é ainda possível admirar a casa Amatller, outro edifício icónico da cidade de Barcelona.

    Casa Batlló Gaudí

    Dica

    Para quem quer visitar ambas as casas, recomendo que o façam com marcação prévia online e verifiquem os vários pacotes disponíveis. Alguns compensa, já que incluem bilhetes para outros pontos turísticos, ficando mais acessível. Vejam algumas das opções para visitar a arte de Gaudí*.

    Parc Güell

    Parc Güell
    El Teatre Grec o Plaça de la Natura

    O Parc Güell é visita obrigatória pelo menos uma vez a Barcelona. Aqui reúne não só obras de Gaudí como de outros arquitetos famosos da cidade como Josep Pardo i Casanovas ou o amigo e colaborador de Gaudí Francesc Berenguer i Mestres.

    El Teatre Grec o Plaça de la Natura de outro ângulo, vendo-se o topo da Casa Mostra
    Casa Trías
    Casa Trías

    Não quero alongar muito num post já por si longo – o Parc Güell merece um artigo apenas a ele dedicado. Deixo várias fotos do que visitei com a promessa que voltarei num post futuro a alar das várias curiosidades.

    L’escalinata del drac com a Sala Hipòstila no topo

    A entrada é paga mas vale muito a pena, quanto mais não seja para visitar este espaço único. Compramos os bilhetes no site oficial do Parc Güell no dia anterior.

    Como recomendação, levem água. Em julho e apesar de termos levado água não foi suficiente e não havia qualquer fontanário ou local para comprar dentro do parque. Valeu um dos vendedores, que apesar de cara e serem proibidos de comercializar no espaço, lá conseguimos ter água para refrescar. Este é mesmo o único ponto negativo no parque.

    Las Ramblas & Boquería

    Las Ramblas
    Las RAmblas

    um dos locais mais frequentados da cidade é sem dúvida Las Ramblas – ligando a Plaça Catalunya ao antigo porto da cidade. Com 1,3km estas são compostas por:

    • Rambla de Canaletes
    • Rambla de los Estudios
    • Rambla de las Flores
    • Rambla de los Capuchinos
    • Rambla de Santa Mònica
    Ao longo da rua existem bancas com flores e artigos diversos
    La Boquería entrada

    Ao longo do passeio numa das laterais encontramos o famoso mercado La Boquería. Ideal para comer algumas tapas ou petiscos, este mercado é outro dos pontos de visita obrigatórios na cidade.

    Ainda ao longo do percurso é possível encontrar vários pontos de interesse, quer nos edifícios quer no chão, como é o exemplo da obra de Miró.

    Bairro Gotic

    Palau de la Generalitat de Catalunya na Plaça Sant Jaume

    E voltamos ao bairro gótico! Aqui já tínhamos passado na Catedral, mas perdemos a zona do Carrer del Bisbe que tem vindo a ter tanto sucesso nas redes sociais como que uma pequena ponte gótica a unir dois edifícios. Pelo caminho, entre Las Ramblas e o bairro, impossível ficar indiferente aos edifícios que por ali existem, como é o caso do Palau de la Generalitat de Catalunya na Plaça Sant Jaume.

    Dia 3

    Camp Nou (Barcelona FC)

    Algo que não pode faltar se forem com amantes de futebol é a visita ao histórico Camp Nou. Infelizmente o estádio estava em obras, ainda assim foi possível passear e refrescar numa espécie de avenida dedicada ao clube ao lado do estádio.

    Montjuïc

    O último dia foi passado a explorar a zona montanhosa de Montjuïc, um dos pontos mais altos da cidade. Este local tem imensos pontos turísticos que vale a pena visitar, já que desde a antiguidade era utilizado como posto de vigia militar e na história mais recente recebeu a Exposição Universal de 1929 e os Jogos Olímpicos de 1992.

    Vista Montjuic

    Museu Nacional d’Art de Catalunya

    Um imponente edificio que não passa despercebido a quem por lá passa é d. A enorme escadaria tem uma fonte, Fonte Mágica que estaria desligada por causa do calor extremo e evitar desperdício de água. Apesar dos 30ºC que se faziam sentir neste dia, existem poucos locais onde seja possível aproveitar alguma sombra.

    De volta à Plaça de Catalunya e às Ramblas para de seguida apanhar um Uber em direção ao aeroporto.

    Onde comer? Cafés e restaurantes em Barcelona

    Comi muito bem nestes dias por Barcelona, acabamos sempre por acertar nas escolhas, ainda que algumas com pouco planeamento. No caso do Antigua Restaurante reservamos pelo The Fork, tendo um desconto bem simpático.

    Fica aqui alguns dos locais que experimentamos:

    • Elsa y Fred gastrobar
    • Antigua Restaurante
    • Tapa Tapa bar de tapas
    Elsa y Fred junto ao Arc de Triomf

    A nível de estadia, como marcamos a viagem já um pouco em cima acabamos por ficar num AirBNB, sendo a opção mais em conta que encontramos. Ainda assim, se planearem com tempo dêem sempre uma vista de olhos no booking.com*. Tem imensas opções e se planeado com antecedência acaba por ter algumas estadias em conta. Recomendo que fiquem próximos de uma estação de metro ou autocarro.

    Como chegar? Transportes?

    O Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat tem voos diretos a partir do Porto – neste caso viajei com a Vueling.

    Assim que aterramos compramos um Travel Card (Hola Barcelona) para 3 dias. Este cartão fica ativo nas 72 horas seguintes à primeira validação, sendo que já inclui a taxa de aeroporto/turismo. Inclui também a viagem de metro entre o aeroporto e o centro.

    Outras dicas

    A principal dica é tenham cuidado com os vossos pertences pessoais, sobretudo telemóveis e se forem de mochila, em especial no metro. Tal como muitas outras cidades, Barcelona é conhecida pelos roubos e assaltos, sobretudo a turistas.

    Mesmo a almoçar, fui avisada para não deixar o telemóvel pousado na mesa por causa do risco de ser roubado. Apesar disso é uma cidade linda e que para mim vale muito a pena visitar, sobretudo pela sua arquitetura única.

    Quero voltar para ver alguns pontos que passei “a correr” ou não visitei como o Palau de música ou de Guell.

  • 5 locais para visitar em Vigo no Natal

    5 locais para visitar em Vigo no Natal

    Este ano eu fui uma de muitos que rumaram à cidade galega para ver a magia de Natal nas suas ruas. A cerca de 1h30 do Porto, são muitas as pessoas que rumam a Vigo para ver mais de perto a magia do Natal.

    Abaixo ficam alguns dos locais a não perder se ainda quiserem ir visitar a cidade ou numa próxima, com principal destaque para as iluminações.

    Rúa Policarpo Sanz

    Uma das ruas a não perder, onde encontram a estrela cadente e o enorme boneco de Neve. É sem dúvida um dos pontos de referencia para estas iluminações natalícias e não só, já que aqui também se encontra a casa do Pai Natal.

    Boneco de Neve ao lado do hotel NH collection

    Rúa do Príncipe

    La Gran Bola de Urzaiz

    A Rúa do Príncipe é outra das principais artérias a ligar vários pontos mas com muitas iluminações – a Gran Bola de Urzaiz encontra-se na confluência das ruas Príncipe, Urzáiz e Colón.

    Rúa de Eduardo Iglesias

    Nesta rua, perpendicular à Rúa do Príncipe é onde se encontra várias figuras de Natal incluindo a famosa inscrição de Vigo muito procurada também.

    Praza Porta do Sol

    A enorme árvore é aqui que se encontra com iluminações LED distribuídas pelos seus 44 metros de altura com uma estrela de 15 metros. A árvore é incrível já que é muito dinâmica assumindo vários motivos.

    Carrossel na Porta do Sol

    Praza de Compostela

    Aqui foi onde começou e terminou a minha visita. É o local onde é possível encontrar a roda gigante e alguns carrosséis para os mais pequenos.

    Roda gigante Natal Vigo
    Roda Gigante de Vigo

    É aqui também que há o mercado de Natal (Cìes Market) com vários artigos artesanais e comida também.

    Horários

    Horário das Luzes de Natal em Vigo

    • Domingo a quarta-feira: 18h30 – 00h30.
    • Quinta-feira a sábado, feriados e vésperas de feriados: 18h30 – 2h.
    • Nas noites de 23, 24, 25, 30 e 31 de dezembro, e nas noites de 1, 5 e 6 de janeiro: as luzes permanecerão acesas durante toda a noite.

    Horário do Mercado de Natal em Vigo

    • De segunda a quinta-feira: das 17h00 às 22h30 (O horário de encerramento é estendido até às 23h30 de 21 de dezembro a 16 de janeiro). 
    • Sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados: das 11h00 às 00h30. 
    • Domingos e feriados: das 11h00 às 00h00. 
    • 24 e 31 de dezembro: das 11h00 às 20h00. 
    • 5 de janeiro: das 11h00 às 22h00.

    Dicas

    Cerca de 1h30 do Porto, os melhores acessos a Vigo são sem dúvida por autoestrada, desde a A3 ou A28. No meu caso, fui o feriado de 8 de Dezembro, com algum receio depois da enchente que houve a 1 de Dezembro. Surpreendeu, por ter sido uma viagem tranquila e apenas no centro da cidade é que foi mais complicado com muito trânsito. Estacionamento foi relativamente fácil já que escolhemos um dos muitos parques existentes.

    Comboio Natal Vigo

    Adorei explorar a cidade a pé mas é possível ver as iluminações de comboio, que passa em vários locais iluminados, partindo da Praza de Compostela a cada 30 minutos.

    O clima é muito semelhante ao do Porto – durante o dia com sol até está agradável mas quando cai a noite é necessário mais algum agasalho.

    Se gostam deste tipo de artigos vejam mais na categoria de Natal.

    Fonte: hoxe.vigo.org

  • Zurique: 6 locais a não perder!

    Zurique: 6 locais a não perder!

    A cidade de Zurique é das mais conhecidas da região helvética. Na curta visita que fiz até à Suíça, estando ela ali não muito longe de Basileia, não poderia perder a oportunidade de conhecer outra cidade.

    Esta é uma cidade onde se cruza a modernidade de lojas, incluindo algumas das marcas mais luxuosas do mundo com a arquitetura gótica de igrejas, onde o Rio Limmat é o ponto central. Abaixo segue então a lista de alguns dos locais que não devem perder uma curta visita.

    Predigerkirche

    PredigerKirche view

    Uma das 4 principais igrejas da cidade, a Predigerkirche distingue-se sobretudo pela torre de 96 metros. Mas nem sempre foi assim – a primeira construção remonta a 1231 e a torre que a torna famosa surgiu apenas o séc XIV. Graças a esta torre é considerado um dos edifícios mais altos de Zurique tornando a paisagem da cidade inconfundível.

    Esta é uma das 4 igrejas icónicas da cidade e que fazem parte da reforma protestante. Por isso mesmo, à semelhança das demais o seu interior é simples e sem imagens de santos. Ainda assim entre todos é aquela que parece ter mais luz devido também às suas cores claras.

    Grossmünster

    Grossmunster from Münsterbrücke
    Grossmunster visto da munsterbricke que atravessa o rio Limmat

    Situando-se muito próximo de uma das margens do rio Limmat, o Grossmünster destaca-se a paisagem pelas suas duas torres. Inicialmente construída como igreja católica, a lenda da sua construção cruza-se com os mártires e padroeiros da cidade: Felix, Regula e Exuperantius.

    Diz-se que Carlos Magno, imperador romano passou por ali tendo o seu cavalo “tropeçado” nos túmulos destes mártires. Esta é uma da lendas que suporta também a sua antiguidade, sendo a mais antiga igreja das quatro principais que formam

    A entrada é gratuita na igreja, sendo possível por cerca de CHF 5 visitar uma das torres, a Karlsturm. Infelizmente não consegui visitar a torre, já que o tempo bipolar apanhou de surpresa. Desta forma consegui ainda assim contemplar os vitrais do interior da igreja, enquanto me mantinha protegida da chuva. Saiba mais aqui sobre Grossmünster.

    Hoje em dia é uma igreja evangélica, tendo sido este o ponto de partida e sendo uma das igrejas da reforma protestante na primeira metade do século XVI, por Huldrych Zwingli e Heinrich Bullinger.


    Fraumünster

    Uma igreja construída sobre aquilo que restava de uma antiga abadia de mulheres aristocratas, fundada em 853 por Luís o Germânico (neto de Carlos Magno) para a sua filha Hildegard. Esta foi construída baseada também numa lenda ligada aos patronos da cidade: Felix, Regula e Exuperantius sendo por isso essa uma das causas da “rivalidade” com o vizinho Grossmünster pelas relíquias destes santos.

    Apesar das semelhanças na fundação desta igreja com o seu vizinho Grossmünster, nesta é muito mais visível a conjugação de estilos gótico e românico, resultado das intervenções e reformas feitas ao longo dos aos. No seu interior é possível encontrar frescos alusivos às irmãs Hildegard e Bertha assim como os santos padroeiros da cidade. Além destes, possui vitrais coloridos da autoria de Alberto Giacometti e Marc Chagall. Tal como as outras igrejas, apesar do seu inicio católico esta é agora uma igreja protestante. Clique aqui para mais informações de Fraumünster.

    St. Peterskirche

    St. Peterskirche (em português, igreja de S. Pedro) é a última igreja aqui descrita que faz parte do quarteto de principais igrejas e que marca também. reforma protestante. Apesar de serem 4, todas tem características únicas, e esta não é exceção. No seu campanário distingue-se um enorme relógio de ponteiros dourados. A entrada é gratuita – se tiverem tempo poderão entrar, caso contrário seria um ponto a “passar”.

    Lindenhof

    A vista de Lidenhof com a torre de Predigerkirche em destaque

    Um local onde é possível avistar grande parte da cidade de Zurique é Lindenhof. Não muito longe da St. Peterskirche fica este local que é obrigatório na visita à cidade.

    Bahnhofstrasse, Augustinergasse e Niederdorf (Ruas)

    As ruas de Zurique tem todas um charme único e muito particular, tornando uma rua diferente das outras. As principais ruas e mais conhecidas são:

    • Bahnhofstrasse a principal rua de Zurique, onde é possível encontrar as lojas mais luxuosas (jóias, relógios e roupa, por exemplo) e também o Paradeplatz, onde se encontra as sedes de alguns dos principais e mais famosos bancos suíços. Por todas estas razões, é considerada uma das avenidas mais caras do mundo. Existem também várias lojas de chocolate! Uma verdadeira perdição!
    • Augustinergrasse uma das ruas mais pitorescas da cidade que se destaca em especial pela sua beleza e história. Liga a luxuosa Bahnhofstrasse à pequena praça (St. Peterhofstatt ) onde se localiza a San Peter Kirche.
    Niederdorfstrasse
    • Niederdorfstrasse na altura da visita, esta encontrava-se em obras mas ainda assim deu para ver alguns dos edifícios da rua. Esta é uma zona apenas pedonal, ideal para petiscar ou fazer pequenas compras durante o dia. Ainda que não tenha visitado à noite, parece ser um local famoso pela vida noturna, uma vez que são imensos os bares que por ali existem, e de manha parecem estar ainda adormecidos. É na zona da igreja

    Restaurantes

    Durante toda a estadia, resolvemos que iríamos fazer uma das refeições apenas fora – muito devido ao estilo de vida ser mais caro na Suíça. Como apenas vamos também de visita a Zurique, regressando no mesmo dia, acabamos por fazer essa refeição ao almoço. O escolhido foi o Swiss Chichi, o restaurante no mesmo edifício do hotel Adler.

    A vaca Heiidi no hotel Adler em Zurique

    Este fica num dos cruzamentos da rua Niederdorfstrasse e é um autentico charme, como podem ver. Desde as pinturas na fachada à estátua de uma vaca numa das varandas do hotel, torna este num edifício único das ruas de Zurique.

    O interior com detalhes em madeira acompanha a fachada. Não pudemos deixar de experimentar (por causa da lactose só experimentei mesmo um bocadinho) do fondue de queijo. Este é um dos pratos tradicionais da região. Se não são amantes de queijo e nem sequer toleram o cheiro, não aconselho de todo, sequer chegar perto. Se não for o caso, aconselho: a carne estava ótima e o staff é muito simpático.

    Como chegar?

    Zurique tem um aeroporto na cidade (ZRH) com voos internacionais quer das principais companhias aéreas, quer de algumas low cost. Como tinha ficado hospedada em Basileia, acabei por ir de comboio, sendo os comboios extremamente confortáveis, em ambas as classes. Em termos comparativos, o bilhete de comboio para Zurique, obviamente ficou mais caro que para Colmar, ainda assim foi um bom plano para adicionar a estes dias e assim conhecer mais uma cidade.

    O que faltou visitar em Zurique?

    O museu de chocolate da Lindt. Sem dúvida, este foi o local que nos falhou.

    Tentamos ver disponibilidade online mas pelo que entendemos havia alguma intervenção naquelas datas pelo que o museu estava fechado. Ainda assim poderão ver chocolate um pouco por todo o lado quer em lojas da marca quer noutras mais artesanais. Se são amantes de chocolate, Zurique é uma perdição (acho que na verdade, toda a Suíça é!)

    Parede de chocolate da Bachmann – Chocolate World na Bahnhofstrasse

  • Descobrir Colmar em algumas horas

    Descobrir Colmar em algumas horas

    Num dos dias da visita à Suíça, e estado logo ali ao lado de França não poderia deixar de visitar um dos locais mais bonitos desta viagem: Colmar.

    Exemplo das casas típicas de Colmar

    Esta é uma cidade que parece ter sido tirada de um verdadeiro conto de fadas: as casas em enxaimel coloridas, ladeadas por canais e pequenas pontes. Um autêntico charme da Alsácia francesa!

    Um pouco de história

    Apesar de agora ser território francês, nem sempre foi assim… Fundada no séc. IX, esta cidade foi tomada durante 2 anos pelos suecos em 1632 por ocasião da guerra dos 30 anos. Foi também a última cidade a ser libertada pelos alemães em 1945, e por isso é ainda visível a forte influência da cultura germânica na arquitetura e gastronomia.

    Pontos de interesse em Colmar

    São vários os pontos de interesse a visitar, quer pela sua história quer pelas paisagens únicas como os canais. A minha recomendação é irem andando e admirar a beleza de cada um dos locais. Ainda assim, fiz uma seleção daqueles que não podem perder.

    La Petite Venise

    O Rio Lauch e os pequenos canais, são talvez dos pontos mais conhecidos da cidade e por isso em qualquer ponto por onde eles passem é normal ver aglomerados de algumas pessoas. O ponto mais conhecido é mesmo esta pequena ponte da Rua Turenne, onde podem-se ver os passeios de barco e tirar algumas fotos.

    Quai de la Poissonnerie

    Este é o local onde habitavam os pescadores e aqueles que manobravam barcos. Noutros tempos era uma área muito popular, onde era vendido o peixe capturado pelos pescadores do local ou mantidos em pequenos lagos. No entanto, em 1706 um fogo destruiu mais de 40 casas e só mais tarde, em 1978 houve uma profunda intervenção.

    Marché Couvert Colmar
    Marché Couvert

    Nesta zona, encontra-se o marché couvert( mercado coberto) de Colmar. Inaugurado em  1865 muitas foram as suas funções até ser renovado em 2o10, tornando-se num mercado público.

    Quai de la Poissonerie situa-se entre a zona de Tanneurs e La petite Venise. Este é um ótimo local para tirar algumas fotos que parecem verdadeiros postais.

    Maison Pfister

    Maison Pfister

    Esta é provavelmente das casas mais famosas de Colmar e um ponto de passagem mesmo obrigatório. Construída em 1537 e apesar das suas características medievais, este é o primeiro exemplo do movimento renascentista na cidade. A torre octogonal, galeria de madeira e os frescos que retratam passagens bíblicas, tornam esta num dos símbolos da cidade e por isso dos locais com mais afluência. A Maison Pfister (casa Pfister) recebe este nome devido à família que a restaurou e a habitou entre 1841-1892.

    Rue des Merchandes – Musée Bartholdi & Maison Pfister ao fundo

    Ancienne Douane (Koïfhus)

    Ancienne Douane (Koïfhus)

    Este edifício fora outrora uma alfândega, pelo que ocupa uma posição estratégica entre as ruas Grand Rue e a Rue des Marchands. Concluído em 1480, dessa data até hoje restam apenas a torre e alguns azulejos. Este é o edifício mais antigo da cidade, sendo que desde o inicio tinha dupla função: no rés do chão servia como armazém e local de tributação enquanto que no piso superior eram feitas reuniões da Decapole e Magistrados.

    Depois da revolução francesa ter abolido privilégios comerciais, outros usos foram dados a este edifício: a câmara do Comércio ocupou entre 1870- 1930, tendo-se instalado também por lá teatro, uma escola católica e uma escola israelita.

    Collégiale Saint-Martin de Colmar

    Collégiale Saint-Martin de Colmar

    Construída entre  1235 e 1365, esta igreja é um importante exemplo da arquitetura gótica na Alsácia francesa. Em 1572 um fogo destruiu por completo os telhados e uma parte da estrutura por isso a torre foi reconstruída 3 anos mais tarde. Desde aí foi restaurada várias vezes sendo que da última vez encontraram fundações de uma igreja dos anos 1000 e extensões do séc. XI e XII. Os habitantes de Colmar consideram como Catedral, no entanto assim o foi durante apenas 10 anos.

    St. Martin Church

    La Maison des têtes

    La Maison des têtes

    A origem deste edifício renascentista data do séc. XVII sendo que as 106 cabeças da fachada, torna-o curioso e dá também o nome (têtes em francês significa cabeças). No topo é possível encontrar uma figura de bronze da autoria de Auguste Bartholdi. Hoje em dia alberga um hotel 5 estrelas onde se inclui o restaurante Girardin, com uma estrela Michelin. Vejam mais aqui .

    A época natalicia é uma das épocas mais bonitas em Colmar e acaba por ser um dos pontos fortes no turismo. Infelizmente, não visitei durante esta época mas ainda assim não resisti a espreitar os souvenirs e a La Magie de Noel . Um verdadeiro sonho para quem adora a época natalícia.

    La Magie de Noel
    A entrada da La Magie de Noel

    Onde comer? Restaurantes & Petiscos

    Há vários restaurantes, bares ou até pequenos espaços para todos os gostos – desde o mais acessível até espaços com estrelas Michelin. Apesar de existirem imensos restaurantes, parece que todos fecham por volta das 15:00, por isso o melhor é apressarem na hora de almoço. Devido ao atraso do comboio, quase ficamos sem almoçar, tendo havido alguns espaços de forma mais ou menos simpática que informavam que jánão serviam refeições. Felizmente encontrei o Brasserie des Tanneurs e não poderia recomendar mais: comida deliciosa e staff simpático. Como estava bom tempo, almocei no exterior. Abaixo ficam algumas sugestões.

    Creperie em Colmar
    • Brasserie des Tanneurs
    • Le Croissant Doré (Café)
    • Bistrot Gourmand (Brunch)
    • La Stub
    Le Croissant Doré

    Como chegar?

    Colmar train station facade

    O Aeroporto Basilea-Mulhouse-Friburg está a cerca de 60km ou o Aeroporto de Estrasburgo a 70km. Neste caso, uma vez que a estadia era em Basileia, compramos bilhete de comboio a partir da estação principal Basel SBB Bahnof com ligação direta, pela SCNF. Tivemos a viagem cancelada, no entanto, conseguimos utilizar o mesmo bilhete no próximo comboio do dia que seria perto do 12:00. Foi esta a razão para ser quase 1 dia devido ao atraso inesperado. Ainda assim conseguimos visitar uma grande parte da cidade.

    Pelo caminho entre a estação e a cidade também existem alguns pontos a admirar, tal como o Carrossel 1900, uma estrutura única de madeira ou o Château d’eau.

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